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Corinthians 1×0 Palmeiras: sem espaço para choradeira e mimimi

Corinthians 1×0 Palmeiras, 13/5/2018, Arena Corinthians, 5ª rodada do Campeonato Brasileiro

Qual desculpa os palmeirenses vão arrumar dessa vez? Nenhuma, né? O Corinthians recebeu o rival e foi melhor do início ao fim. Não houve brecha para reclamar da arbitragem, da organização, da federação… Não teve como chamar o campeonato de ‘Brasileirinho’. O elenco milionário do Palmeiras simplesmente foi inferior ao Timão, algo que tem sido recorrente na Era Carille. Vale lembrar, sob o comando do técnico, são sete jogos, seis vitórias e apenas uma derrota diante dos imundos.

TRÊS TOQUES

– O Corinthians jogou daquele jeito que está acostumado, no 4-2-4-0. E a postura do time foi a de costume: ficou com a bola no pé, trabalhando com calma, sem se aventurar e sem ficar desguarnecido atrás. Do outro lado, os medalhões do Palmeiras – talvez já acostumados com tantos sacodes – foi cauteloso e se postou atrás, esperando o Timão sair para jogar. E quando os imundos deram brecha, o Timão definiu o jogo. Aos 36 do primeiro tempo, em um lance meio de acaso, Thiago Santos ficou na cara de Cássio e carimbou a trave. A oportunidade rendeu um contra-ataque magistral do Timão: Pedrinho arrancou pela direita, passou por dois adversários com um drible e passou para Jadson; na entrada da área, o meia viu a ultrapassagem de Maycon e passou para o volante cruzar rasteiro e encontrar ele, sempre ele, Rodriguinho na segunda trave. O Maestro só empurrou para o gol vazio.

– Em desvantagem, o Palmeiras teve que sair mais daí em diante. E a partir daí o Corinthians sobrou em campo. O segundo tempo foi de uma superioridade imensa do Timão. “Ai, mas o Palmeiras acertou três bolas na trave no jogo”. Sim, de fato, mas nenhuma delas foi fruto de uma jogada trabalhada, de vacilo do Corinthians. Teve aquela com Thiago Santos, um chute de fora da área do Bruno Henrique (que se vai no gol o Cássio pega) e um chuveirinho cabeceado por Antônio Carlos. O Timão, por sua vez, chegava em jogadas mais trabalhadas, em lances coletivos.

– A entrega do time do Corinthians foi impressionante. Nenhum alvinegro teve atuação ruim. E o senso de coletividade foi enorme. Mais de uma vez deu para ver o Jadson correndo para recompor a defesa após algum jogador do Timão atacar. Dava para ver claramente a equipe se movimentando em blocos. Foi uma atuação de dar gosto, daquelas que fazem o torcedor acreditar que, apesar do elenco limitado e com falta de opções em algumas vagas, dá para sonhar grande.

NOTAS

Cássio: atuação segura. Foi pouco exigido, não precisou fazer dos seus milagres. NOTA 7,5

Mantuan: surpreendentemente bem. O garoto não sentiu o clássico e atuou de forma muito segura, bem atrás e aparecendo para ajudar Pedrinho pela direita. Dudu, que jogou do seu lado, não fez nada em campo, esteve absolutamente sumido no clássico (para variar). NOTA 7,5

Balbuena: o general esteve impecável. Outra grande atuação. Se fosse brasileiro estaria na Copa do Mundo. NOTA 7,5

Henrique: foi mais exigido que Balbuena e correspondeu. Ótima partida do camisa 3. NOTA 8

Sidcley: teve mais trabalho que Mantuan com Keno jogando do seu lado, mas levou a melhor na maioria dos lances. Lateral evoluiu muito defensivamente no Timão. NOTA 7,5

Gabriel: com menos trabalho do que de costume em clássicos, protegeu bem a zaga, desarmou com propriedade no meio, fez as inteligentes faltinhas táticas quando necessário e nem precisou receber cartão. NOTA 8

Maycon: baita atuação do volante e não apenas por causa da assistência para o gol de Rodriguinho. Ajudou muito na defesa, principalmente na cobertura pelo lado esquerdo. No meio, chamou a responsabilidade para sair jogando. E apareceu bastante para ajudar o ataque. Tem maturidade e personalidade de um veterano. Vai fazer muita falta quando for para o Shakhtar. NOTA 8,5

Pedrinho: o moleque é liso demais! Que jogada incrível no lance do gol! E ainda teve chapéu em outro lance. O garoto está voando e agora já se firmou como titular do Corinthians. Ele ainda não tem o físico para aguentar o jogo todo, para atacar e defender com a mesma intensidade. Mas não dá para tirar ele do time. Ele é o único jogador do elenco com a capacidade de quebrar uma defesa na jogada individual. O Palmeiras descobriu isso nesse clássico. NOTA 8

(Mateus Vital: entrou no final, quando Pedrinho já estava morto em campo. SEM NOTA)

Jadson: a braçadeira de capitão fez bem ao camisa 10. Fazia tempo que ele não corria assim. Pressionou goleiro na saída de bola, voltou para fazer cobertura dos companheiros, apareceu mais atrás para buscar o jogo. Teve a atitude que o time precisava no clássico. NOTA 8

(Roger: entrou no fim, serviu um pouco como referência. SEM NOTA)

Rodriguinho: atuação até apagada para o seu padrão… MAS apareceu para botar a bola na rede e definir o clássico. R26 é decisivo, não tem jeito. NOTA 8

Romero: como não amar esse moleque? Comeu grama como de costume, deu raça como de costume, não desistiu de nenhum lance como de costume… Mas, para variar, MANDOU UMAS EMBAIXADINHAS COM A CABEÇA! Esse cara é demais! NOTA 8

(Júnior Dutra: entrou no fim apenas para Romero ser ovacionado pela Fiel. SEM NOTA)

Fábio Carille: levou a campo o melhor time possível. Trabalhou bem o lado psicológico do time, que em nenhum momento se irritou no jogo e teve personalidade para jogar quando o Palmeiras quis ficar atrás. Baita treinador! NOTA 9,5

Palmeiras: só para destacar mais uma vez as atuações ridículas de Dudu e Lucas Lima. Só registrando isso mesmo.

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