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Corinthians votou certo: clubes não devem pagar pelo árbitro de vídeo

O árbitro de vídeo (VAR) foi vetado no Campeonato Brasileiro. O Corinthians foi um dos 12 times que votaram contra a implementação da novidade. Sete equipes foram a favor e o São Paulo ficou em cima do muro e se absteve (veja todos os votos aqui).

Lendo isso assim, parece estranha a decisão dos clubes. Afinal, por que não iriam querer auxílio da tecnologia para diminuir os erros nas partidas?

Mas a resposta é muito simples: os clubes, em sua maioria, não aceitaram porque a CBF queria que as próprias equipes arcassem com os gastos da implementação do VAR. Os custos seriam de cerca de R$ 1 milhão por agremiação para todo o Brasileirão.

E falemos a verdade: é um absurdo que a CBF tente repassar os gastos para os clubes. Trata-se de uma entidade milionária, que pouco faz para a melhoria do futebol brasileiro, mas que fatura muito bem com ele.

A CBF não é a responsável por organizar o Campeonato Brasileiro? Ela que trabalhe e invista para melhorar o nível do seu produto.

Se os clubes fossem os responsáveis por gerir o campeonato, em um sistema de liga como acontece em diversos países, faria sentido cobrar essa implementação deles.

A CBF parece mais preocupada em cuidar dos seus escândalos de corrupção, de seu ex-presidente preso, de seu ex-presidente que tem medo de viajar, do que pensar na melhoria do futebol brasileiro.

Nessa, estou com o Corinthians: não é sobre ser contra o árbitro de vídeo, é sobre ser contra os clubes terem que pagar essa conta.

Justificativa

Novo presidente do Timão, Andrés Sanchez negou que o voto do Timão tenha sido motivado por questões financeiras.

“O Corinthians não votou contra por causa de valores. Votou porque não se tem padrões e definições de como serão. Aqui, começaram a fazer testes e temos de aguardar quando tudo estiver definido. Bandeira levanta ou não, o impedimento e gol voltam o lance? Vai parar? Precisa ter um padrão para não virar dois jogos em um só. Então é isso, eles mesmo falam que não tem um procedimento para todo mundo ainda”, reclamou.

O presidente alvinegro tem um bom ponto adicional. Mas é difícil crer que o dinheiro não tenha sido o motivo do veto.

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